segunda-feira, 6 de maio de 2013

Rafael Correa e a nova face do Equador

(ASCOM FC) O presidente do Equador, Rafael Correa, forma com Dilma Rousseff, Lula, Cristina Krchner, Rafael Maduro, Evo Morales, Pepe Mujica e Daniel Ortega, o conjunto de presidentes progressistas da América Latina, cujas políticas econômicas e sociais diminuíram os impactos da crise de 2008 e levam avante projetos de país, que reduziram ao mínimo os níveis da miséria absoluta, deram emprego ,escola e saúde e até lançam satélites domésticos, como é o caso do Equador, Argentina e Venezuela. Para conhecer melhor Rafael Correa, reproduzimos entrevista do presidente a uma jornalista espanhola, quando o presidente esteve recentemente em Madri. Nela, você vai perceber que o Equador é um novo país, inclusive com maior presença internacional
Entrevistado pela rede espanhola de televisão TVE, presidente do Equador, Rafael Correa, fez um debate tenso com a jornalista Ana Ibáñez, discutindo temas como a lei de mídia em seu país e a crise europeia.

O programa 24horas, da televisão estatal espanhola TVE, entrevistou o presidente do Equador, Rafael Correa, que tocou em todos os assuntos, apesar da oposição militante da jornalista Ana Ibáñez, que em muitos momentos da entrevista se alinhou com os argumentos do capital financeiro e em defesa do governo de Rajoy.
Clique aqui para assistir à videoentrevista

O presidente Correa iniciou sua intervenção com uma interessante e esplêndida exposição sobre os motivos econômicos da atual crise. Colocou o dedo na ferida ao apontar a dívida como a dificuldade principal para a mudança de sistema. Também não se calou em sua crítica aos bancos e seu papel nos tempos de "bonança".
Foi genial ao proferir esta frase: "O banqueiro é esse sujeito que te empresta o guarda-chuva quando faz sol e te tira quando chove". Explicou muito bem o que aconteceu na América Latina quando os bancos retiraram os créditos ao desenvolvimento e disse que isso é o mesmo que está acontecendo agora na Europa.
"Não se queria superar a crise, se queria garantir o pagamento aos bancos privados. E conseguiram, aprofundando a crise, crescimento sem emprego. A crise durou mais de dez anos". Sem rodeios, o presidente equatoriano, que deu abundantes demonstrações de seu domínio em matéria econômica, recomendou: "Aprendamos da história, vejam o que aconteceu na América Latina".
E agregou: "Não cometam os erros que nós cometemos. Nós, os latino-americanos, somos especialistas em crise". "Estas receitas não pensam no ser humano. Não critico os governos. Critico o sistema. Não pensam no ser humano, mas no capital financeiro". Mais claro que a água.
Diante dos denodados esforços da apresentadora/entrevistadora para evitá-lo, o presidente do Equador explicou, de maneira muito didática, os perversos mecanismos da dívida e seu tratamento.
A entrevista não perdeu nunca o interesse. Levando em conta que há milhares de famílias equatorianas afetadas pelas hipotecas, os despejos também estiveram presentes. Ana Ibáñez fez todo o possível para neutralizar toda mensagem que tivesse relação com a situação da Espanha. Mesmo assim, a jornalista utilizou argumentos para defender a postura do Governo.
Ainda assim Correa disse: "Na Espanha, a lei de despejos tem mais de um século". Diante a expressão de que "as leis são abusivas, criminais", a apresentadora insistiu em perguntar pelas soluções, em uma clara tentativa de evitar toda caracterização da lei hipotecária, diferente do tratamento dado à lei de imprensa equatoriana que mais adiante abordaremos.
Frente à declaração de Correa "além de a lei ser tremendamente imoral, há contratos abusivos. Existem cláusulas, por exemplo, que depois de assinar este contrato podemos mudar tudo sem avisar" a jornalista disse, sem ruborizar-se, que "isso estamos contando nos serviços informativos, senhor Correa". Em nenhum telejornal, e pode-se consultar na web da TVE, se informa de que os contratos são abusivos. O que, sim, encontramos nos telejornais é a criminalização de todas as pessoas que protestam contra esta lei, os quais impunemente são acusados até de nazistas. Mas para Ibáñez, isto não existe.
O principal problema dos espanhóis não é o de Ana Ibáñez. Para a jornalista, o desemprego não é um problema, é apenas uma notícia. "O desemprego. É outro assunto aqui que é notícia na Espanha". E agregou: "Neste sentido, que oportunidades o Equador oferece?". Reduzindo o problema do desemprego a um assunto de "oportunidades", ao que Correa respondeu: "Destruindo emprego sem crescimento não se sai da crise".
Ana Ibáñez não esteve muito sutil na noite de 19 de abril. No tema da Constituição e reeleição, a jornalista faz uma pequena confusão, trocando datas e versões. Uma palpável prova de como está o nível profissional na TVE depois das numerosas demissões de gente profissional com mais de 25 anos de experiência.
Outro assunto abordado foi a situação da imprensa. Ibáñez, que trabalhou em uma emissora de rádio católica, abordou o tema desta maneira. "Sua relação com a imprensa equatoriana é complicada". Ao que Correa destacou o viés da pergunta, coisa que incomodou a apresentadora. O mandatário equatoriano disse que também tem relações complicadas com os sindicatos e, entretanto isso não é notícia, isso não se aborda, mas sim e desta maneira o dos meios de comunicação.
A jornalista aludia à lei de imprensa que o Equador quer impulsionar e Correa responde "Na Europa não existe lei de imprensa?". Ana Ibáñez gagueja como quem não sabe. Correa explicou os interesses econômicos – vinculações dos grandes bancos com os principais meios de comunicação – que estão por trás das chamadas empresas jornalísticas.
Destacou que na Espanha há 60 anos de televisão pública e no Equador só quatro. Correa insistiu em mostrar exemplos como o da Alemanha, onde se fechou uma emissora por propaganda nazista, prenderam 23 pessoas e ninguém disse que isso fosse um atentado à liberdade de expressão. Mas a jornalista não queria que continuasse dando exemplos e alegou a falta de tempo...
E é nestes momentos onde a jornalista desliza até o infinito. Acusa Correa de fechar meios de comunicação e Correa, rapidamente, lhe pede o nome de algum que tenha sido fechado. Ana começa a gaguejar e se protege com o "me corrija se me equivoco", mas já lançou seu dardo envenenado de afirmar que no Equador se fecham meios de comunicação.
E finalmente, diante da insistência da jornalista em colocar Correa como "sucessor" de Chávez, o presidente equatoriano foi brilhante: "Respeito muito o rei Juan Carlos, o príncipe, a rainha, mas você sabe que na América Latina não temos monarquia, não temos herdeiros. O que temos são líderes que representam nossos povos". Uma verdadeira lição.

Tradução: Liborio Júnior
Do site
Carta Maior

quinta-feira, 25 de abril de 2013

MACA PERUANA E SEUS BENEFÍCIOS

Maca peruana e seus benefícios
Maca peruana previne contra as doenças cardiovasculares e aumenta a libido. Saiba mais!
Na época dos superalimentos, um tubérculo conhecido como maca peruana (é isso mesmo, maca, e não maçã) é classificado por especialistas como um dos alimentos mais nutritivos que existem. Com a aparência semelhante ao rabanete, a maca, também conhecida como “Ginseng dos Andes”, é rica em carboidratos, fibras, proteínas, lipídeos (ácido linolênico, ácido palmítico e ácido oleico), minerais (cálcio, magnésio, fósforo, potássio, zinco, selênio e ferro) e vitaminas B1, B2, C e E.
A maca também está incluída na lista dos produtos naturais que aumentam a libido. Conheça os outros benefícios deste superalimento para a sua saúde. São eles:
Doenças cardiovasculares: ajuda na prevenção das doenças cardiovasculares devido ao ômega 9, que reduz os níveis de colesterol total e LDL e aumenta os níveis de HDL. Por ser fonte de ômega 3, a maca possui efeito vasodilatador que auxilia na redução da pressão arterial, além de regular os níveis de colesterol;
Combate o cansaço: rica em carboidrato, a maca age como um tônico que combate o cansaço e a fadiga;
Fortalece a imunidade: a maca é fonte de arginina, que participa da divisão celular e cicatrização de feridas; lisina, que está relacionada à inibição da proliferação viral; vitamina C, que atua diretamente na reconstituição dos leucócitos (células de defesa) e aumenta a resistência a infecções, e de fitosteróis (substâncias encontradas apenas nos vegetais e que não são produzidas pelo corpo), que auxiliam no fortalecimento do sistema imunológico.
Previne a osteoporose: é fonte de cálcio e magnésio, minerais essenciais à saúde óssea;
Aumenta a libido: este superalimento é rico em vitamina E, que participa da produção de hormônios sexuais, além de fonte de magnésio. Este mineral é importante para a produção de hormônios sexuais neurotransmissores que causam a sensação de prazer.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Rafael Correa conquista terceiro mandato no Equador

BBC Brasil

"O presidente do Equador, Rafael Correa"

O presidente do Equador, Rafael Correa, foi reeleito neste domingo e conquistou seu terceiro mandato.



Segundo resultados parciais, Correa recebeu 57% dos votos, o que lhe garantiu a vitória já no primeiro turno.



Pelas leis eleitorais do país, para garantir uma vitória no primeiro turno é necessário obter 50% do total de votos, ou 40% mais uma margem de 10 pontos sobre o segundo colocado.



Logo após a divulgação dos primeiros resultados oficiais, o ex-banqueiro Guillermo Lasso, principal adversário de Correa no pleito e segundo colocado, com 24% dos votos, reconheceu a derrota.



As eleições deste domingo foram disputadas por oito candidatos à Presidência. Nenhum dos outros seis candidatos obteve mais de 6% dos votos.



Os equatorianos também elegeram 137 membros do Congresso.



Comemoração



Antes mesmo dos resultados oficiais e minutos após a divulgação das pesquisas de boca de urna, Correa comemorou a vitória em um discurso na sacada do palácio presidencial de Carondelet, em Quito.



O presidente agradeceu a seus seguidores o apoio e os votos recebidos.



'Recebemos com toda firmeza mais quatro anos de revolução. Muito obrigado a todos vocês', disse.



'Nada nem ninguém pode parar esta revolução.'



Este deverá ser o último mandato de Correa, já que a lei do Equador o impede de concorrer mais uma vez.



Trajetória



Economista nascido em Guayaquil, Correa, de 49 anos, assumiu a Presidência do Equador em 2007.



Durante seus dois primeiros mandatos, ele conquistou admiradores por garantir a estabilidade política em um país marcado por décadas de golpes e pelas ações de cunho social de seu governo.



No entanto, o presidente também é alvo de críticas e acusado de concentrar poderes e ser pouco tolerante.



Seus críticos dizem que ele implementou políticas com o objetivo de fortalecer seu poder e neutralizar a influência de adversários políticos e a imprensa privada.



Também afirmam que ele restringiu a iniciativa privada com impostos pesados e mudanças regulatórias, além de ter elevado os gastos do governo a níveis insustentáveis.



Popularidade



No entanto, a chamada 'Revolução Cidadã' levada adiante por Correa o tornou popular entre muitos equatorianos de baixa renda e garantiu o apoio de outros líderes de esquerda da América Latina.



A redução de 27% na taxa de pobreza desde 2006 e a ampliação do gasto público com programas sociais - na esteira da alta dos preços do petróleo - são os principais pilares de sustentação de seu governo e garantiram ao presidente um índice quase 70% de popularidade.



Durante seus seis anos no poder, Correa ampliou o acesso à saúde e à educação e promoveu obras para melhorar as condições de milhares de quilômetros de estradas, o que gerou muitos empregos.



As eleições deste domingo foram acompanhadas com atenção pelos países da região.



Segundo analistas, a vitória de Correa é vista pelo governo brasileiro como um passo importante para o fortalecimento do Mercosul e também pode abrir caminho para os negócios das grandes construtoras brasileiras no país andino.



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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Correa e Morales virão a Brasília para negociar adesão do Equador e da Bolívia ao Mercosul

| Agência Brasil
Convidados para a Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul, os presidentes Rafael Correa (Equador) e Evo Morales (Bolívia) confirmaram presença, no próximo dia 7. Correa e Morales negociam as adesões do Equador e da Bolívia ao bloco. As negociações ainda estão no começo, segundo diplomatas que acompanham o assunto, e há ainda um processo longo a ser percorrido.Porém, com as articulações políticas avançadas, as demais etapas, como as avaliações técnicas e os detalhamentos, ocorrem naturalmente, de acordo com os diplomatas. Mas o processo leva tempo, em geral, anos. No caso da Venezuela, a inclusão no Mercosul começou a ser negociada em 2006 e só foi concluída em 2012.
A última etapa do processo de inclusão de um país no bloco é a assinatura do Protocolo de Adesão. O documento só é assinado depois de vencidas todas as etapas anteriores, como a definição dos aspectos técnicos, da nomenclatura, dos acordos e a aprovação do processo de ingresso pelos respectivos parlamentos – do país interessado em ingressar no bloco e dos membros titulares.
O Mercosul é formado pelo Brasil, pela Argentina, pelo Uruguai, pela Venezuela e pelo Paraguai – que está suspenso do bloco até abril de 2013. O Chile, o Equador, a Colômbia, o Peru e a Bolívia estão no grupo como países associados. Há ainda os membros observadores: o México e a Nova Zelândia.
Com a entrada da Venezuela, o Mercosul passou a reunir 270 milhões de habitantes, o equivalente a 70% da população da América do Sul, cujo Produto Interno Bruto (PIB) totaliza US$ 3,3 trilhões, aproximadamente 83,2% do PIB sul-americano, em um território de 12,7 milhões de quilômetros quadrados ou 72% da região.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012


Equador quer ingressar no Mercosul


O presidente do Equador, Rafael Correa, determinou empenho de seus embaixadores nas negociações para adesão do país ao Mercado Comum do Sul (Mercosul). A exemplo da Venezuela, que se integrou recentemente, o Equador quer fazer parte do bloco e busca enquadrar-se nas normas, mas apela para ter um tratamento diferenciado, que leve em consideração a economia e o tamanho do país.
O embaixador do Equador no Brasil, Horacio Sevilla-Borja, disse à Agência Brasil que o esforço é para compatibilizar a participação do país na Comunidade Andina das Nações (CAN) e no Mercosul. A iniciativa foi exposta em uma reunião no mês passado, em Buenos Aires. A próxima conversa ocorre até 15 de setembro, em Quito, capital equatoriana.
“O Equador disse que ‘sim’, que interessa fazer parte do Mercosul. Mas não é simples. Temos muitas perguntas que ainda precisam de respostas, como a questão de compatibilizar as normas da CAN e do Mercosul e as possibilidades que serão dadas ao Equador”, disse Sevilla-Borja.
FONTE: DIARIO VERDE 

sábado, 18 de agosto de 2012

Presidente Correa rejeita 'ameaças grosseiras' do Reino Unido ao Equador


AFP Nunca, pelo menos enquanto eu for presidente, o Equador aceitará ameaças como as totalmente grosseiras e intoleráveis apresentadas pela Grã-Bretanha nesta semana", declarou o presidente durante seu relatório semanal apresentado na cidade de Loja.
O presidente do Equador, Rafael Correa, rejeitou neste sábado o que considerou como "ameaças grosseiras" do Reino Unido ao seu país, referindo-se a possibilidade da polícia britânica entrar em sua embaixada em Londres para deter o fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange.
"Nós não vamos entregar a nossa soberania. Respeitando a todos, buscando sempre o diálogo, tomaremos decisões dignas e soberanas", acrescentou.
Na quarta-feira, o Equador informou que recebeu do governo britânico um documento que faz um alerta sobre a possibilidade das forças de segurança entrarem nas instalações de sua embaixada para prender e extraditar Assange, como requerido pela Suécia para responder a acusações de agressão sexual, que ele nega ter cometido.
Correa insistiu na denúncia, embora o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, tenha rejeitado essa versão.
"Não há nenhuma ameaça de invasão de uma embaixada. Estamos falando de uma lei do Parlamento deste país, que reforça que as embaixadas devem ser utilizadas em plena conformidade com o direito internacional", disse o ministro na quinta-feira.
Diante de dezenas de simpatizantes, Correa disse que, com "a iminência de uma possível entrada em nossa embaixada e o recebimento de uma ameaça explícita do Reino Unido", sua embaixadora em Londres, Ana Alban, "passou a dormir" na legação "para estar lá caso algo acontecesse".
Também, segundo declarações do chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, publicadas este sábado "o que tem que estar claro (...) é que a ameaça continua de pé, já que ninguém desmentiu a mesma, que não houve documento que demonstrasse um desconhecimento do primeiro ou uma desculpa pela ameaça proferida".
Em 19 de junho, Assange se refugiou na embaixada equatoriana em Londres e em 16 de agosto o Equador concedeu asilo diplomático.
Assange teme que ao chegar na Suécia seja extraditado para os Estados Unidos, onde é investigado por espionagem pela publicação de centenas de milhares de documentos secretos do Departamento de Estado.
O Equador convocou neste sábado seus aliados da ALBA (Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América) para uma reunião em Guayaquil para discutir as tensões com o Reino Unido.
SP/nn/ja/mr
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AFP

domingo, 29 de julho de 2012



A refundação do Mercosul

A entrada da Venezuela como membro pleno do Mercosul - a ser formalizada na próxima terça-feira em Brasília – permite que o Mercosul reformule não apenas sua composição, mas ganhe novo impulso e ocupe todos os espaços da integração regional. Esse novo formato rompe com círculos viciosos que estavam fazendo o Mercosul girar em falso, pelas disputas comerciais por mercado entre grandes corporações privadas brasileiras e argentina. Com os outros dois países – Uruguai e Paraguai – marginalizados.

Enquanto isso os processos de integração regional – Unasul, Banco do Sul, Conselho Sulamericano de Defesa, Comunidade de Estados Latinoamericanos e do Caribe – avançavam. No começo da crise economica internacional, foi a Unasul que promoveu as reuniões dos governos sulamericanos para formular estratégias comuns de resistência aos efeitos recessivos da crise.

A solicitação de ingresso da Venezuela tinha sido aprovado no Congresso da Argentina, do Uruguai e do Brasil, ficando, há anos, bloqueada no Senado do Paraguai. Quando esse mesmo Senado promoveu o golpe branco que derrubou Fernando Lugo, os outros tres países do Mercosul, além de condenar o golpe, decidiram pelo ingresso da Venezuela, depois da suspensão do Paraguai como membro pleno.

O ingresso da Venezuela permitirá uma espécie de refundação do Mercosul, não apenas rompendo com o círculo vicioso apontado, mas também estendendo as esferas de integração para outras áreas, entre elas, a educação, a pesquisa, tecnologia, a comunicação, a cultura, os esportes, entre outros. Assim como, no próprio plano econômico, aprofundar as formas de integração.

Enfim, o Mercosul passa a poder expressar a força que a região tem demonstrado, ressaltada ainda mais pelo contraste com os países do centro do capitalismo, que seguem em crise e em recessão. Os países do Mercosul estão entre os países latino-americanos que priorizam a integração regional, as políticas sociais e um Estado ativo nos planos econômico e social.

O Mercosul, incorporando a terceira economia da América do Sul, torna-se um pólo econômico dinâmico no Sul do mundo. Deve incorporar a Bolívia e o Equador – que já solicitaram seu ingresso – como membros plenos, avançando na integração econômica regional.

Daí a importância da reunião da próxima terça-feira, uma das mais importantes em toda a historia do Mercosul e certamente a mais importante há muito tempo.
Postado por Emir Sader às 16:10